Semana do Engenheiro Agrônomo destaca importância do profissional para o desenvolvimento sustentável

Do plantio à colheita. Do processamento e comercialização dos produtos agrícolas, a criação do gado de corte ao abate. Tudo faz parte da rotina daqueles que a mais de   200 anos estão direta ou indiretamente ligados ao sustento de milhões de brasileiros: os Engenheiros Agrônomos. Outubro é o mês desses profissionais e uma vasta programação foi realizada pela Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE). Foi uma semana de atividades entre palestras, exposições, plantio de mudas no Parque da Sementeira e homenagens.

No dia 12 de outubro, data em que se comemora 84 anos da regulamentação da profissão, a AEASE trouxe para discussão e reflexão, a importância e o papel dos engenheiros agrônomos no desenvolvimento sustentável da agricultura e da economia do País. À convite da Associação, o deputado federal por Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT) ministrou palestra sobre a importante contribuição do engenheiro agrônomo no contexto agrícola, com destaque para o novo perfil desse profissional voltado para atender as crescentes demandas e desafios do mercado.

“Mais que conhecer a parte técnica necessária para o aumento da eficiência em processos produtivos, o engenheiro agrônomo precisa estar preparado para propor soluções em produtos e serviços e orientar os agricultores sobre as melhores práticas, como o uso racional dos recursos naturais”, disse o parlamentar.

Homenagens

Como parte da programação, a AEASE fez uma homenagem especial ao engenheiro agrônomo, Edmilson Machado que foi agraciado com o troféu ‘Engenheiro Agrônomo 2017’ pelos relevantes serviços prestados à sociedade e pelas ações e projetos realizados ao longo de sua carreia em defesa do desenvolvimento da agricultura. Já o troféu ‘Acadêmico de Agronomia’ foi para a estudante da Universidade Federal de Sergipe, Paula Lima.

A Semana da Engenharia também foi marcada por um passeio ciclístico com mais de 500 participantes, além da Feira de Artes e uma exposição de orquídeas. As atividades foram encerradas no 15 com um torneio de futebol. “Nosso maior objetivo foi realizar um congraçamento com os profissionais da engenharia como forma de aproximar os profissionais de todas as modalidades. Todos nós somos provedores de tecnologia e conhecimento, cada um na sua área com o objetivo de suprir a sociedade de informação para promoção do desenvolvimento sustentável. Países que trilharam o caminho do desenvolvimento optaram por ciência, tecnologia e inovação. As soluções para o Estado e o País passam pelas mãos dos engenheiros”, afirma o engenheiro agrônomo, Fernando Andrade.

O presidente em exercício do Crea-SE, engenheiro civil, Tadeu Maciel destacou a importância e o espaço conquistado pelo engenheiro agrônomo a cada ano. “Nas últimas décadas, o engenheiro agrônomo ganhou inúmeras atribuições. Surgiram frentes de trabalho, como a agricultura orgânica, biotecnologia, rastreabilidade de alimentos, licenciamento ambiental, manejo e recuperação de solos degradados , de bacias hidrográficas e recuperação de florestas. Portanto, parabenizo a esses profissionais responsáveis por elaborar e orientar a execução de trabalhos relacionados à produção agropecuária, visando obter mais produtividade, sempre pautado pelos conceitos do desenvolvimento sustentável da agricultura”, disse o presidente do Crea-SE.

Profissão: Engenheiro Agrônomo

No Brasil, a primeira escola de agronomia foi estabelecida em São Bento das Lajes, no estado da Bahia, no ano de 1875, seguida pela segunda em Pelotas (RS), no ano de 1883, atualmente integrada à Universidade Federal de Pelotas. Apesar da existência dessas escolas, a profissão do engenheiro agrônomo foi regulamentada apenas no governo de Getúlio Vargas, em 12 de outubro de 1933, através do decreto 23.196/1933, que garantiu a criação dos Conselhos Federais e Regionais.

Neste sentido, foi criado o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agrimensura e os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agrimensura, o que permitiu a agregação dos engenheiros, incluindo os agrônomos. Em 1966, a profissão Agrimensura foi substituída pela Agronomia, passando os Conselhos Federal (CONFEA) e Regionais a serem de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA).

Texto:

Iris Valéria de Azevedo ( assessora de comunicação do Crea-SE)

 

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