Profissionais debateram acreditação e certificação de cursos no Sistema Confea/Crea

O ensino superior dos cursos de Engenharia foi destaque nesta quinta-feira (23), na 75ª Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (Soea). De acordo com o Ministério da Educação (MEC),em cinco anos houve o aumento de três mil engenheiros civis (formados) para 35 mil por ano. Diante do exposto, o tema da certificação e acreditação de cursos do Sistema Confea/Crea foi discutido no Fórum que teve como palestrantes os engenheiros civis Osmar Junior, Enid Brandão, Wilson Lang, Vanderli Fava, Francisco Ladaga e o geólogo Nivaldo Bósio.

A acreditação é um processo que avalia o programa, visando fundamentalmente, a qualidade da formação. O geólogo Nivaldo José Bósio afirmou que efetivamente, a acreditação é um processo que avalia o programa. “Há uma meta de um padrão positivo, e avalia-se o programa para ver se atinge esse tipo de meta. Essa é a sistemática”.

Para eng. civ. Wilson Lang, que também coordena o Colégio de Entidades Nacionais (Cden), está se optando atualmente pelo método da certificação, e deve-se definir o que desejam. “Não tiro os méritos do sistema de acreditação, mas ele não pode ser instalado pelas universidades. Ele tem que ser instalado pelo sistema profissional”. Já para o eng.civ. Francisco Ladaga, deve-se questionar a certificação. “Pois o Conselho precisa discutir com o MEC – Ministério da Educação e Cultura – o sistema de fiscalização e avaliação. Precisa-se fazer acreditação, pois o mercado não irá suportar esse número de engenheiros.”

O eng. civ. Vanderli Fava apresentou mais números. Segundo dados de 2016 do MEC, o Brasil forma cerca de 100,4 mil engenheiros por ano, dos quais 71,5% estão em universidades privadas. Ainda segundo o Ministério, a cada 1000 candidatos, apenas 175 ingressam nos cursos de engenharia. Destes, 95 concluem o curso. Para Vanderli, há três pontos principais que precisam ter uma atenção maior. A quantidade, e a qualidade dos cursos e dos egressos e a diminuição da evasão dos estudantes. “Como vamos estabelecer parâmetros para controlar a qualidade desses cursos? Temos o Sistema Confea, mas está restrito à atribuição profissional. Quem está vendo a qualidade?, alertou Vanderli Fava, que é coordenador adjunto do Cden.

Reportagem: Jescika Araújo (Crea-PI)

Edição:  Fernanda Pimentel (Confea)

Revisão: Lidiane Barbosa (Confea)

Equipe de Comunicação da 75ª Soea

 
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