Mapeamento da participação feminina no Sistema Confea/Crea será apresentado na 75ª SOEA

A Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (SOEA) que será realizada de 21 a 24 deste mês, em Alagoas, traz

Fabyola Resende

este ano uma importante reflexão sobre a presença da mulher no Sistema Confea/Crea. Na ocasião, será apresentado o projeto Mapeamento da Participação Feminina dentro do Sistema que visa levantar o quantitativo de profissionais que participam de forma ativa e protagonista, como Presidentes, Conselheiras, Diretoras, Coordenadoras, dentro dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia de todos os estados brasileiros.

“Nosso objetivo com o Mapeamento da Participação Feminina é ampliar a participação da mulher no Confea e nos Creas. Para isso, temos realizado algumas ações para identificar de forma clara e objetiva como podemos ampliar essa participação”, ressalta o presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger.

Presidente do Confea, Joel Krüger

Atualmente, o plenário do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea-SE) é formado por 36 conselheiros titulares. Desse total, cinco são mulheres. Todas as cinco Câmaras Especializadas são coordenadas por homens e das nove Comissões Permanentes/Especiais apenas a Comissão de Engenharia de Segurança do Trabalho é presidida por uma mulher.

Mesmo com o aumento de 48% no número de registros femininos feitos junto ao Crea-SE nos últimos cinco anos, as estatísticas mostram que a relação entre homens e mulheres permanece baixa na área tecnológica no Estado. Atualmente, 19.414 profissionais estão registrados no Crea-SE. Desse total, apenas 2.256 são mulheres. Considerando isoladamente a modalidade de engenharia civil, o desequilíbrio entre homens e mulheres é gritante. Dos 7.834 registrados no Conselho, 6.404 são do sexo masculino e 1.430 do sexo feminino.

A proporção entre homens e mulheres nas demais modalidades da Engenharia segue baixa. Na Agronomia, o número de profissionais do sexo masculino com registro no Crea-SE são 1.593 contra 239 do sexo feminino. Na Engenharia Elétrica são 5.414 registrados, sendo que desse total apenas 259 mulheres. Já na Mecânica e Metalúrgica são 91 mulheres atuando contra 2.997 homens. Nas modalidades Química, Geologia e Minas somadas, o Crea-SE possui hoje em seus registros 237 mulheres e 1.009 homens.

Pres. do Crea-SE, Arício Resende e a assessora do Confea, Fabyola Resende

De acordo com a assessora da presidência do Confea, engenheira eletricista e de segurança do trabalho, Fabyola Resende, o  projeto do Mapeamento da Participação Feminina dentro do Sistema Confea/Crea chega justamente com a proposta de promover debates com o intuito de propor ações que visem fomentar a participação da mulher nos Conselhos e Entidades de classe da engenharia e agronomia brasileira. “Sabemos que, apesar do aumento do número de mulheres vinculadas ao Sistema Confea/Crea, a maioria de conselheiros, inspetores e lideranças de entidades de classe, ainda é formada por homens. Precisamos estudar ações que contemplem a inserção da mulher nestes espaços, dialogando com as diferentes linhas de atuação das diversas entidades existentes, destaca a assessora.

A assessora do Confea ressalta que a agenda 2030, proposta pela ONU, traz em seu ODS de número 5 a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres.  “Esse projeto vem de encontro com o ODS #5, pois busca estudar formas de  garantir a participação plena e efetiva das mulheres dentro do Sistema Confea/Crea e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública, bem como fortalecer  a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres em todos os níveis”, reforça ela.

 Para o presidente do Crea-SE, engenheiro agrônomo, Arício Resende Silva a iniciativa é extremamente importante para a valorização e o crescimento da representatividade feminina, ainda baixa, em vários setores da área tecnológica.” As mudanças são sempre bem-vindas e o Crea-SE abraça o projeto por entender que é preciso desmistificar o pensamento de que a Engenharia é coisa de homem”, afirma ao ressaltar que mesmo sabendo que a predominância masculina ainda é grande , é possível constatar que a presença feminina vem evoluindo nos últimos anos nas mais diversas modalidades da Engenharia.

O presidente, Arício Resende ressalta que em 2013 o número de mulheres engenheiras registradas no Crea-SE era de 1.524 e que hoje chega  2.256. Ele destaca, também, que nos últimos cinco anos, a maior representatividade feminina é verificada na Engenharia Civil com um crescimento de 57,4% seguida de Química, Geologia e Minas (45,40%); Elétrica ( 32,14%); Mecânica e Metalúrgica (31,88%) e Agronomia (28,49%).

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