Crea-SE, Defesa Civil e DESO definem plano de ação para apurar desabamento de caixa d’ água que resultou na morte de duas crianças

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea-SE) participou na manhã desta quarta-feira (8/11) de reunião com representantes da Defesa Civil e DESO com o objetivo de alinhar as ações para elaboração de um relatório técnico que vai pontuar apurar as causas do desabamento de uma caixa d’água no pátio da Escola Municipal ‘Professor Osman dos Santos Oliveira’, que resultou na morte de duas crianças e 20 feridos. O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira (6/11) no Povoado Campo Grande, em Nossa Senhora das Dores, município que fica a 72 km de Aracaju.

A reunião ocorreu, um dia após a realização de uma visita técnica no local do acidente. De acordo com o presidente em exercício do Crea-SE, engenheiro civil, Tadeu Maciel será feita uma análise global. “Vamos avaliar o projeto; se a estrutura está de acordo com a capacidade de água do reservatório. Além disso, também será analisada como a execução da obra foi feita; quem foi o engenheiro responsável. Vamos saber se o planejamento da manutenção da obra foi devidamente realizado. Tudo isso demanda uma Anotação de Responsabilidade Técnica, a ART. Esse documento possibilita que o Crea faça um rastreamento interno da situação. Vamos buscar essas informações para verificar se o projeto seguiu as normas e a partir daí apontar as falhas que resultaram nesse trágico acidente”, disse Tadeu.

 “Alinhamos os entendimentos a respeito das possíveis causas do acidente e no prazo de 30 dias, entregaremos o relatório final com a conclusão das investigações, com objetivo de dar uma resposta à população e às autoridades policiais”, pontuou diretor da DEPEC, Cel. Alexandre José.

Para José Roberto Oliveira, engenheiro da Defesa Civil Estadual, o processo corrosivo e a questão dos ventos são prováveis fatores que influenciaram no acidente. “Também foi possível verificar que havia problemas entre a estrutura da coluna do reservatório e a base”, afirmou.

De acordo com a Defesa Civil, a estrutura tinha 13 anos, considerada como relativamente recente, do ponto de vista da engenharia. Segundo Gabriel Campos, diretor de Meio Ambiente e Engenharia da DESO, a estrutura havia passado por inspeção há quatro anos. “A inspeção ocorreu dentro do prazo estabelecido tecnicamente. Depois disso, ocorreu um processo acelerado de corrosão, que está sendo investigado para que se descubra o que levou a isso”, disse ele.

 

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