Crea-SE apresenta ao Tribunal de Contas situação do antigo prédio do Hotel Pálace

Atendendo a convite do Tribunal de Contas do Estado o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea-SE) participou na manhã desta terça-feira de reunião com  representantes de órgãos do Estado e da União, a qual teve como objetivo discutir e apresentar sugestões para o destino do antigo  prédio do Hotel Pálace que está desativado desde 1985.

Na reunião, o presidente do Crea-SE, Arício Resende fez uma explanação sobre a situação do imóvel e reafirmou a necessidade de medidas urgentes por parte dos órgãos competentes diante dos riscos que o prédio oferece. ““ Construído em 1962, o prédio do antigo Hotel Pálace está desativado há 33 anos e sem passar por qualquer tipo de manutenção. Em recente vistoria ao imóvel verificamos inúmeras infiltrações que se agravam com o passar dos anos. O sistema elétrico é comprometido Existem muitas gambiarras e fios expostos. As instalações hidráulicas são clandestinas. Enfim, o cenário é preocupante”, alerta Arício Resende

Ao abrir o encontro, o presidente do TCE, conselheiro Ulices Andrade enfatizou que a Corte não pode negligenciar o caso, já que também é sua competência proteger o patrimônio público: “Além do mais, não podemos permitir que pessoas estejam transitando por ali correndo riscos; o prédio será desocupado, mas precisa ter uma destinação”, concluiu o conselheiro Ulices Andrade.

Conduzida pelo conselheiro-presidente, ao lado do conselheiro Carlos Pinna, a reunião teve entre os presentes o engenheiro civil João Machado Rollemberg Mendonça, que presidiu a comissão de construção do Hotel, na gestão do governador Luiz Garcia (1959 a 1962). Segundo ele, a estrutura ainda é sólida, apesar da falta de conservação. “O Hotel é sólido e estável, merece atenções, manutenções e recuperação das patologias existentes, podendo ser adaptado e adequado a outro uso”, comentou.·.

Também contribuíram com o debate e expuseram seus pontos de vista representantes do  Ministério Público do Estado (MPE), MP de Contas (MPC), Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Defesa Civil e secretarias de Estado do Turismo e da Inclusão Social.”Vamos receber mais elementos adicionais sobre a questão e incluiremos nesse relatório final para apresentar no Pleno no mais breve espaço de tempo”, afirmou o conselheiro Carlos Pinna, que ficou responsável pela matéria após propositura apresentada no plenário pelo procurador-geral do MP de Contas, João Augusto Bandeira de Mello.

Conforme o conselheiro, o Tribunal esbarra apenas em uma limitação: o prédio não é apenas do Estado, pois também possui propriedades da SPU e de cerca de 60 condôminos proprietários de salas comerciais.

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